::. INTRODUÇÃO

A realização dos Festivais da Juventude Rural é uma demanda da juventude que se caracteriza pela mobilização dos (as) jovens para a promoção de eventos que tratem da Educação, do Esporte e da Cultura.

Esta proposta vem sendo construída desde o 8° Congresso da CONTAG, que deliberou sobre o desenvolvimento da Olimpíada Nacional da Juventude Rural, na pretensão de envolver os 27 Estados brasileiros, em competições esportivas e debates sobre cultura e esporte no campo. Em 2005, o 9º Congresso discutiu e aprovou a realização de Festivais da Juventude Rural.

Nesse sentido os Festivais da Juventude Rural, objetivam desencadear um processo de reflexão sobre a cultura, esporte e educação do campo, de forma a envolver a juventude de todo Brasil, organizada no MSTTR (Movimento Sindical dos/as Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais). Para tanto estão previstos 15 eventos estaduais, além do Festival Nacional, realizado em Brasília. A metodologia adotada inclui: debates sobre os 3 temas orientadores; elaboração de pautas estaduais; e realização de atividades esportivas e apresentação de grupos artísticos.

Nossa idéia é que a partir dos festivais estaduais possamos construir uma pauta de reivindicações que ao final de sua elaboração será entregue as autoridades do governo federal que tratam das questões pertinentes a Educação, Esporte e Cultura.

Os festivais têm por objetivos:

  1. Debater e propor políticas públicas de juventude voltadas para Educação, Esporte e Cultura;
  2. Criar uma rede de jovens agentes de desenvolvimento cultural;
  3. Capacitar e promover a troca de experiências em educação, cultura e esporte
      

ANAIS DO 8° CONGRESSO DA CONTAG

GERAÇÃO

JUVENTUDE RURAL - Propostas para a cultura e o lazer

  1.  Criar espaços de organização e recreação da juventude nas áreas de assentamento;

545. Promover debates nas comunidades sobre a importância da cultura e lazer;
546. A CONTAG promover intercâmbio cultural entre as regiões, pais e em nível internacional, a partir de um seminário nacional sobre identidade rural;
547. Promover olimpíada nacional da juventude rural;


ANAIS DO 9 ° CONGRESSO DA CONTAG



Educação, Esporte e Cultura

Educação
A plena promoção da cidadania entre as populações rurais e o próprio incremento da capacidade produtiva dos agricultores e agricultoras demanda o desenvolvimento de políticas educacionais no meio rural. É impossível se pensar qualquer desenvolvimento para o meio rural enquanto se mantiverem os atuais níveis de analfabetismo do campo brasileiro, que impossibilita o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras à informação.
Num mundo em constante mutação, onde a questão tecnológica assume papel preponderante é preciso uma mudança radical do ambiente educacional até agora oferecido aos habitantes da área rural. O ensino regular básico e a formação profissional devem dialogar com o mundo do trabalho, se relacionando com redes de extensão rural e assistência técnica e com a pesquisa.
É preciso reconstruir um Sistema Educacional Integrado, que assegure a Educação Infantil (pré-escolar e alfabetização), Educação de Jovens e Adultos (alfabetização e suplência), Ensino Fundamental (1ª a 8ª série), Ensino Médio (2º grau), ensino superior (3º grau) e Ensino Profissional de qualidade.  Este sistema deverá estar voltado para atender as necessidades de formação escolar e profissional da população rural.
Diante dessa situação a CONTAG junto com várias entidades parceiras e  Federações dos Trabalhadores (as) na Agricultura, elaboraram uma proposta de Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas  Escolas do Campo.
No sentido de fazer valer a implementação de uma educação realmente do campo a juventude propõe:

  • Realização o “Dia Nacional de Luta pela Educação do Campo”. A estratégia de como e quando será feito esse evento deverá ser definido pela Comissão Nacional de Jovens Trabalhadores (as) Rurais da CONTAG,em conjunto com a Secretaria de Políticas Sociais.
  • Realizar  uma reunião especifica sobre as Diretrizes Operacionais para as Escolas do Campo no Sindicato e FETAGs, se possível, envolvendo entidades parceiras ligadas à educação.
  • Desenvolver atividades de sensibilização junto às secretarias de educação nos estados e municípios sobre a importância da disponibilização das informações necessárias ao processo de capacitação dos Educadores(as) para a implementação das Diretrizes Operacionais das Escolas do Campo.
  • Realizar ações articuladas entre os Sindicatos e as Escolas Famílias Agrícolas e Casas Famílias Rurais para a implementação da Educação do Campo. Bem como trabalhar a conscientização dos pais sobre a importância dos filhos estudarem em escola de pedagogia da alternância.
  • Os Sindicatos devem acompanhar no município a aplicação dos recursos do FUNDEF e denunciar a Promotoria Pública quando haja irregularidades. Que  os STR´s possam convocar as prefeituras  para discutir o  processo de aplicação dos recursos do FUNDEF   e denunciar à  promotoria pública  quando houver irregularidades.
  • Estimular a organização da juventude nas escolas através da criação de grêmios estudantis.
  • As comissões de jovens do MSTTR devem incentivar a realização de palestras nas Escolas do meio rural buscando a inclusão do associativismo, cooperativismo, agroecologia e manejo sustentável dos recursos naturais e o uso de novas tecnologias no currículo dessas Escolas.
  • O MSTTR deve promover mutirões envolvendo estudantes da sede do município e das escolas rurais, para coleta de lixo em rios, córregos, nascentes e replantio de matas ciliares quando necessário.
  • Propor para as escolas a realização de debates sobre saúde reprodutiva, Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST,  AIDS, Violência, drogas e ato infracional juvenil no meio  rural.
  • Que a juventude rural se envolva nas mudanças escolares em relação à educação no campo.
  • Que o STR assuma e estimule o debate no Conselho Municipal de Educação acerca da implementação das “Diretrizes Operacionais para a Educação Básica no Campo. E que os STRs e FETAGs tenham maior intervenção qualificada nos Conselhos de Educação para a implementação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica no Campo.
  • Que o MSTR  junto  com outras  forças  políticas venham  a lutar  pela criação  de mais escolas  técnicas profissionalizantes nos Estados.
  • O MSTR deve buscar parcerias com as escolas técnicas e universidades para o desenvolvimento de trabalhos educacionais com a juventude rural.



Esporte
Quando falamos de Esporte e Lazer, estamos nos referindo a atividades que se misturam. O esporte e o lazer são fortes instrumentos de desenvolvimento humano, pois contribui para a formação física e mental de quem as vivenciam. A prática do esporte e do lazer pode proporcionar a solidariedade, a auto - estima, a capacidade de liderança, o combate a doenças, em fim,  uma vida mais saudável. Estas são questões que precisam entrar no debate das políticas públicas no município.
Pensando nisso a juventude propõe:

  • Realização de uma Olimpíada Nacional da Juventude Trabalhadora Rural no ano de 2006.
  • As comissões de jovens estaduais e municipais devem realizar encontros ou seminários municipais e regionais sobre a necessidade de se promover em todos os municípios brasileiros a prática do esporte e do lazer.
  • As comissões de jovens estaduais e municipais devem elaborar políticas  esportivas e de lazer para o município e colocar em debate nas câmaras de vereadores e em outras instâncias do poder público.
  • Que as FETAGs e STRs, em parceria com o poder publico, desenvolvam ações voltadas para a juventude rural (educação, saúde, lazer, etc.).
  • Que a Fetag e STRs proporcionem meios de atrair a juventude rural para o MSTTR através de atividades de esporte, cultura, lazer e outros.



Cultura
O conceito de cultura é impreciso, mas podemos dizer que cultura diz respeito à produção de objetos, conhecimentos e  atividades humanas que fazem parte da vida do povo. Nós visualizamos a cultura no meio rural na dança, na música, na literatura, na culinária, na religiosidade, nos objetos de arte, etc. A cultura pode ser, também, fator de desenvolvimento social e econômico, gerador de emprego e renda. Gera uma dinâmica econômica em cadeia, com efeitos na indústria, no comercio e no turismo.
O meio rural é rico culturalmente, mas é pouco assistido político e economicamente na sua produção, basta verificar a falta de incentivo à produção do artesanato. Junta-se a isso, uma calamidade pública nacional que é a ausência  de salas de Cinema e de Teatro nas cidades do campo. Neste sentido, é fundamental que a juventude se mobilize na defesa e valorização da cultura  popular enquanto elemento de afirmação da identidade e da soberania nacional.
Para tanto, a juventude propõe que:

  • As Comissões Estaduais e Municipais de Jovens do MSTTR devem elaborar e defender políticas públicas que promovam e fortaleçam a  cultural rural brasileira.
  • O MSTTR deve apoiar às expressões e iniciativas culturais juvenis que estejam sendo desenvolvidas no campo.
  • As Comissões Estaduais e Municipais de Jovens devem criar núcleos de produção  cultura, a exemplo de  Grupos de Teatro, Grupos Musicais, etc,  como forma de difundir a cultura rural e gerar renda.
  • As comissões municipais, estaduais e nacional de jovens do MSTTR devem promover Festivais de Cultura da Juventude, na perspectiva de animar e incentivar a produção cultural existente no campo.